Conheça empresas que crescem 20% ao ano e saiba o que elas têm em comum

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Em períodos de crise, parece comum falar de retração econômica e corte nos investimentos. Quando o assunto é crescimento, as afirmações são tímidas, para não dizer nulas. Mas mesmo assim existe um pequeno grupo de empresas que não se intimida com essa turbulência e apresenta índices que nos parece utopia. Conhecidas como Scale-ups, essas empresas crescem pelo menos 20% ao ano, mantendo este índice por pelo menos três anos consecutivos. Mas o que essas empresas têm de especial? Será apenas sorte? Mercado de atuação?

Para entender um pouco o perfil dessas empresas e obter lições de como empreender em tempos de turbulência econômica, um estudo nos traz informações valiosas sobre o que elas têm em comum.

Segundo o IBGE, essas organizações representam somente 1% do total de empresas do país, em contrapartida, elas são motores que dão um belo suporte à economia, representando 60% dos novos empregos gerados nos últimos anos (equivalente a 3,3 milhões de empregos) e correspondem a 5% do PIB nacional. Uma Scale-up contrata 100 vezes mais que uma empresa normal e elas são um total de 35 mil empresas espalhadas por todo o país, em todos os segmentos.

Com essas informações, é fácil perceber que não é a sazonalidade e nem as características do mercado que são responsáveis pelo crescimento das organizações. Com o intuito de identificar quais os pontos fortes que motivam essa expansão neste ritmo acelerado, a Endeavor (organização mundial de fomento ao empreendedorismo) e a Neoway (empresa especialista em Big Data) realizaram um estudo para entender este fenômeno.

É UMA QUESTÃO DE GESTÃO

Entre os dados da pesquisa, foi identificado que 92% são pequenas e médias empresas, porém isso não é um fator determinante. 40,45% destas empresas têm entre 25-49 colaboradores, 8% delas têm mais de 250 funcionários e apenas 3,60% têm acima de 500. Ter margem para crescer não foi identificado como um dos motivos deste desempenho, afinal as condições do mercado são iguais para todos. E se engana também quem pensa que este crescimento está atribuído ao tempo dessas empresas no mercado. Quando nos defrontamos com esses índices de crescimento, ficamos propensos a pensar que são empresas jovens, que oferecem algum produto inovador e que este crescimento faz parte do ciclo da empresa, que não está na maturidade. Porém a pesquisa nos informa outra realidade: a idade média de uma Scale-up é de mais de 10 anos, (a média é 14 anos). É mais comum encontrar empresas com mais de 26 anos de experiência (12,46%) do que aquelas com até 5 anos de mercado (12,29%).

Seus empreendedores não são jovens ousados, a média de idade é inclusive acima do mercado normal. A pesquisa aponta que estes gestores têm por volta de 47 anos (43,9% têm 49 anos e apenas 5,5% têm menos de 28 anos). O grande “pulo do gato” está na forma como essas empresas conduzem seus negócios. O que este seleto grupo de empresas tem em comum?

TEM QUE TER AFINIDADE

Foi observado na pesquisa que as Scale-ups têm um número elevado de sócios. Elas costumam ter o dobro de sócios que uma empresa comum tem. Muitas histórias desses empresas são amigos que resolveram empreender juntos, tornando muito mais leve o fardo de gerir uma empresa. Relações baseadas na confiança mútua propiciam uma sinergia maior e o trabalho em equipe flui sem desgaste de energia, autocomplementando os gaps e obtendo resultados mais eficientes.

ÓTIMOS AMBIENTES PARA SE TRABALHAR

Algo que não é muita novidade para quem está atento ao mercado, é entender que a valorização dos colaboradores e maneiras de reconhecer e capacitar pessoas é um dos fatores chave para o sucesso de uma empresa. As empresas são feitas de pessoas, logo, companhias que valorizam seus talentos e dão liberdade para eles inovarem só tem a ganhar, e o resultado disso é expressivo na receita.

SER UMA SCALE-UP DEPENDE DE UMA MUDANÇA DE MINDSET

Transparência, relações mais humanas, valorização do pessoal, entre outros fatores que antes eram vistos como subliminares em uma gestão se tornam (através desta pesquisa) em dados tangíveis que representam o sucesso frente a qualquer adversidade, como uma situação econômica retraída pela crise. Desaprender formas antigas é mais difícil do que aprender coisas novas. Abandonar os antigos vícios corporativos tem sido uma dificuldade para muitas empresas, por isso o espaço para a inovação fica limitado, assim como o desenvolvimento da empresa.

Quer ver o estudo completo? Clique aqui e acesse.